Prefeitura de Parauapebas rebate críticas de artistas e diz que contratações seguem a lei

Secretaria de Cultura responde ao movimento “Cultura Resiste”, que acusou a gestão de preterir artistas locais nas festas do aniversário do município
A Secretaria Municipal de Cultura de Parauapebas divulgou nota oficial na noite de quarta-feira (13) em resposta às críticas do movimento “Cultura Resiste”, que acusou a pasta de preterir artistas locais nas programações do aniversário do município. A gestão municipal negou favoritismo por atrações de fora e atribuiu as ausências ao não cumprimento de exigências legais obrigatórias.
O pronunciamento veio horas após a nota de repúdio do grupo cultural circular nas redes sociais, abrindo um debate público sobre política cultural, transparência e valorização dos artistas da cidade.
O que diz a Prefeitura
Segundo a nota oficial, a ausência de determinados artistas na programação não reflete desvalorização da cultura local, mas a necessidade de cumprimento das normas que regem a administração pública. Para ser contratado oficialmente, o artista precisaria apresentar documentação regular, comprovação de atividade artística, certidões negativas, formalização fiscal e demais requisitos previstos em lei.
A administração municipal enfatizou que não realiza contratações informais e que busca garantir “segurança jurídica, transparência e responsabilidade” na aplicação dos recursos públicos.
Sem citar nomes, a Prefeitura também fez referência a gestões anteriores, afirmando que contratos eram realizados, no passado, “de maneira irregular ou sem o devido respaldo documental”.
A secretaria afirmou ainda estar aberta ao diálogo com a classe artística e trabalhar para ampliar a participação dos artistas locais nas programações culturais do município.
“A cultura de Parauapebas seguirá sendo respeitada, fortalecida e incentivada, com seriedade, compromisso institucional e respeito à legislação vigente”, conclui o comunicado.
O que diz o “Cultura Resiste”
Na manhã desta quarta-feira (13), o movimento “Cultura Resiste” divulgou uma nota de repúdio direcionada à Secretaria Municipal de Cultura, atualmente comandada pelo secretário Jhônatas Santos.
No documento, o grupo criticou a composição das programações festivas oficiais, alegando que artistas locais estariam sendo ignorados ou recebendo cachês considerados baixos, enquanto atrações de outras cidades seriam priorizadas com valores mais elevados.
O movimento argumentou ainda que contratar artistas da própria cidade fortalece a economia local, já que os recursos permanecem em circulação dentro do município. A nota gerou debates entre artistas, produtores culturais e a população sobre valorização cultural, transparência e políticas públicas para o setor.
Contexto e impacto
O embate expõe uma tensão recorrente em cidades do interior do Pará: o equilíbrio entre as exigências burocráticas da administração pública e o acesso real de artistas locais — muitas vezes sem estrutura formal — às contratações oficiais.
A discussão coloca em pauta a necessidade de políticas que facilitem a regularização dos artistas e ampliem sua participação nas programações financiadas com recursos públicos.
Por Ana Reis Notícias | anareisnoticias.com.br
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