segunda-feira, 13 de julho de 2026
URGENTE
● Unifesspa divulga resultado preliminar do Processo Seletivo 2026 para cursos em Canaã dos Carajás ● Raio de Sol é a campeã do Canaã Cidade Junina 2026 ● MEI com deficiência pode se aposentar antes; veja regras do INSS 2026 ● Programa de combate à pobreza amplia rede de investidores no Pará ● Edital do Procampo é publicado nesta segunda-feira (06) com mais de 300 vagas ● Unifesspa divulga resultado preliminar do Processo Seletivo 2026 para cursos em Canaã dos Carajás ● Raio de Sol é a campeã do Canaã Cidade Junina 2026 ● MEI com deficiência pode se aposentar antes; veja regras do INSS 2026 ● Programa de combate à pobreza amplia rede de investidores no Pará ● Edital do Procampo é publicado nesta segunda-feira (06) com mais de 300 vagas
Banner
Banner
Cidades
Cidades
Brasil
Brasil
Política
Política
Eventos
Eventos
Policial
Policial
Internacional
Internacional
Notícias
Notícias
Concursos
Concursos
Meio Ambiente
Meio Ambiente
Tecnologia
Tecnologia
Esportes
Esportes
Famosos
Famosos
Mundo
Mundo
Curiosidades
Curiosidades
Entretenimento
Entretenimento
Brasil

Empresária foge para o Piauí após torturar doméstica grávida, é capturada e chega algemada a São Luís

Por AnaReis Notícias | anareisnoticias.com.br | 8 de maio de 2026 | 6 min de leitura | 68 views
Ouvir materia
Clique para ouvir
Empresária foge para o Piauí após torturar doméstica grávida

Carolina Sthela foi capturada em Teresina tentando fugir e responde por cinco crimes, incluindo tentativa de homicídio triplamente qualificado

Uma empregada doméstica de 19 anos, grávida de cinco meses, foi agredida e torturada pela própria patroa em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís (MA), no dia 17 de abril de 2026. O caso ganhou repercussão nacional após a divulgação de áudios em que a suspeita, a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, narra as próprias agressões e admite ter escapado da prisão no mesmo dia por ter amizade com um policial que atendeu a ocorrência.

Após quase três semanas do crime, Carolina foi presa na manhã desta quinta-feira (7), em Teresina, no Piauí, onde estava hospedada na casa de familiares. Transferida de helicóptero para São Luís, chegou algemada à sede da Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA). O policial militar Michael Bruno Lopes Santos, também suspeito de participar das agressões, se entregou à polícia no mesmo dia.

O crime

Segundo o relato da vítima, na manhã de 17 de abril ela foi acusada pela patroa de ter furtado um anel. Carolina Sthela a submeteu a quase uma hora de espancamento — puxões de cabelo, socos, murros e pisões nos dedos. A jovem tentou proteger a barriga durante todo o tempo. A joia foi encontrada dentro de um cesto de roupas sujas, ainda na própria residência. Mesmo assim, as agressões continuaram.

A vítima afirmou que foi ameaçada de morte caso contasse à polícia o que havia acontecido. Ela trabalhava há pouco mais de duas semanas na casa, acumulando funções — faxina, cozinha, lavagem e passagem de roupas e cuidado do filho de seis anos da empresária — em jornadas de quase dez horas diárias. Recebeu R$ 750 no total, pagos de forma fracionada por meio de transferências em nome de terceiros.

“Quase uma hora essa menina no massacre, e tapa e murro e pisava nos dedos. Tudo que vocês imaginarem de doidice, era eu e ele fazendo.”

— trecho de áudio atribuído a Carolina Sthela, obtido pela TV Mirante e anexado ao inquérito policial

Fuga e prisão

Após o crime, Carolina e o marido excluíram todos os perfis pessoais e da empresa nas redes sociais. A empresária deixou o Maranhão e passou a ser monitorada pela Polícia Civil enquanto estava em Teresina. Segundo o delegado Yan Brayner, diretor de inteligência da Polícia Civil do Piauí, ela foi abordada em um posto de combustíveis próximo à sede da Secretaria de Segurança Pública do estado, quando aparentemente se preparava para partir. O marido e o filho de seis anos estavam no carro no momento da abordagem.

A defesa negou que ela estivesse fugindo, alegando que Carolina estava no Piauí porque não tinha familiares no Maranhão para ficar com a criança. Em nota pública, a empresária afirmou que repudia qualquer forma de violência e pediu que não haja “julgamento antecipado” enquanto a investigação corre.

Depoimento à polícia

Em depoimento de pouco mais de uma hora na 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy — responsável pelo caso —, Carolina não confirmou que os áudios divulgados sejam de sua autoria e solicitou que o material passe por perícia. Segundo ela, o anel que motivou as acusações contra a empregada estava avaliado em R$ 5 mil. A empresária também declarou estar grávida de três meses e com problemas de saúde, como pressão alta e infecção urinária. A Polícia Civil informou que a gestação não foi confirmada até o momento.

A defesa de Carolina, em sentido contrário, afirmou que a cliente confessou participação nas agressões.

Cinco crimes investigados

A Polícia Civil do Maranhão investiga Carolina Sthela pelos crimes de tentativa de homicídio triplamente qualificado, cárcere privado, calúnia, difamação e injúria. A classificação de tentativa de homicídio triplamente qualificado é aplicada quando há indícios de intenção de matar combinados com agravantes previstos em lei: motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.

O policial e a omissão no atendimento

Os áudios atribuídos a Carolina revelaram que ela não foi conduzida à delegacia no dia do crime porque o policial que atendeu à ocorrência era seu amigo. Segundo ela própria, o agente reconheceu que, pelos hematomas visíveis na vítima, a empresária deveria ter sido detida — mas não tomou a providência.

O policial militar Michael Bruno Lopes Santos se apresentou à polícia na quinta-feira (7) com mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça. Em depoimento, negou ter agredido a vítima, mas confirmou que conhecia Carolina há seis anos e que esteve na casa dela na manhã das agressões para entregar documentos a pedido do marido. A Polícia Militar do Maranhão abriu sindicância para apurar a conduta de quatro PMs que atenderam à ocorrência.

Histórico da investigada

Carolina Sthela não é desconhecida da Justiça. Dados da Receita Federal apontam que ela foi sócia de duas empresas encerradas em 2024 por omissão de declarações. Além disso, ela e o marido foram condenados por desvio fraudulento de mais de R$ 20 mil da academia de natação de sua própria irmã, onde atuava como assistente de RH — os valores das mensalidades eram desviados para contas pessoais do casal. Mesmo com esse histórico e as empresas baixadas, ambos continuavam oferecendo serviços de consultoria financeira na Grande São Luís.

Repercussão e projeto de lei

O caso ultrapassou as fronteiras do Maranhão. No Congresso Nacional, o Projeto de Lei 2.243/2026 foi apresentado como resposta direta às agressões sofridas pela doméstica. A proposta prevê prioridade no atendimento a trabalhadoras domésticas vítimas de violência, criação de canais seguros de denúncia, integração entre órgãos de fiscalização e assistência social, e endurecimento das penas para crimes cometidos nesse contexto.

As investigações seguem em andamento pela 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy (MA).

📱 VEM SEGUIR OS CANAIS DA ANA REIS NOTÍCIAS!

Acompanhe outras notícias em anareisnoticias.com.br e siga o @anareisnoticias nas redes sociais para ficar bem informado. Sintonize também a FM Canaã, a melhor rádio da região, em fmcanaa.com.br

AnaReis Notícias, Rádio Poderosa FM 95.9 e RedeTV Karajás entrevistam a presidente do CREA-PA na segunda-feira (02)
Compartilhe:
Escrito por
AnaReis Notícias | anareisnoticias.com.br

Redatora, colunista e repórter

← Anterior
MP, IDURB e SEMMA realizam vistoria conjunta em chacreamentos de Canaã dos Carajás
Proxima →
Registro nos canais oficiais é essencial para agilizar atendimento

Deixe um comentario

Matérias Relacionadas