Atestado de óbito preliminar indicou asfixia por estrangulamento; suspeito apresentou versões contraditórias e tentou fugir da polícia.
A Polícia Civil do Pará cumpriu, na tarde desta sexta-feira (21), o mandado de prisão temporária contra Erisvaldo Gomes da Silva, investigado por suspeita de feminicídio contra a companheira, Helia Cardozo Ferreira, em Canaã dos Carajás, no sudeste do estado. A ação foi executada pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) do município, sob o comando da delegada Dra. Nathalia Ferreira, com o apoio do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) de Marabá.

O corpo de Helia foi encontrado no dia 17 de agosto de 2026, na residência do casal, localizada na Chácara Pé da Serra, zona rural de Canaã dos Carajás.
Perícia e contradições
As diligências iniciais descartaram a possibilidade de morte natural. De acordo com a investigação, o atestado de óbito preliminar indicou asfixia mecânica por estrangulamento. A perícia no local identificou marcas no pescoço compatíveis com rompimento da coluna vertebral, além de hematomas pelo corpo. Os peritos também registraram sinais de confronto no imóvel, como vidros quebrados, garrafas de bebida alcoólica e vestígios de vômito. O mecanismo da morte aguarda a conclusão do exame necroscópico.
A Polícia Civil informou que Erisvaldo apresentou versões contraditórias sobre os fatos e estava no local com sinais de embriaguez. Ele tentou deixar a propriedade durante os trabalhos periciais e se evadiu em seguida, permanecendo foragido até a realização da prisão.

Histórico e procedimentos
Testemunhas relataram à polícia um histórico de violência doméstica, incluindo agressões físicas frequentes, ameaças de morte, comportamento controlador, isolamento da vítima, restrição de liberdade e ameaças aos familiares de Helia.
Erisvaldo foi conduzido à DEAM de Canaã dos Carajás para os procedimentos cabíveis e está à disposição do Poder Judiciário.
Ausência de confirmação sobre gravidez
Até o momento, não há confirmação oficial por parte das autoridades ou nos relatórios da Polícia Civil de que a vítima estivesse grávida, diferentemente do que foi veiculado por alguns veículos de comunicação.
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