Índice acumulou alta de 3,80% em 12 meses; commodities agrícolas, gasolina, energia elétrica e alimentos in natura pressionaram o resultado.
O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 1,50% em setembro de 2026, após avançar apenas 0,06% em agosto. Com o novo resultado, o indicador acumula alta de 3,72% no ano e 3,80% nos últimos 12 meses, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE).
Alimentos e combustíveis pressionam preços
Segundo a FGV, uma das principais pressões veio dos preços ao produtor.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) avançou 1,95% em setembro, influenciado principalmente pela alta das commodities agrícolas.
Entre os produtos que registraram aumento estão soja, farelo de soja e milho. A gasolina automotiva também contribuiu para o avanço do indicador.
Energia elétrica e alimentos pesam no bolso do consumidor
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também acelerou e apresentou alta de 0,67% em setembro, depois de registrar queda de 0,37% em agosto.
Entre os destaques estão o aumento da tarifa de energia elétrica residencial, após o fim dos efeitos dos descontos relacionados ao Bônus de Itaipu, e a elevação dos preços de alimentos in natura.
Tomate e batata-inglesa aparecem entre os produtos que exerceram maior pressão sobre os preços ao consumidor.
Construção civil desacelera
Enquanto os preços ao produtor e ao consumidor aceleraram, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou comportamento mais moderado.
O indicador avançou 0,22% em setembro, abaixo dos 0,66% registrados no mês anterior.
A desaceleração foi influenciada pela redução do ritmo de aumento dos custos de mão de obra e de determinados materiais.
O que é o IGP-DI?
O IGP-DI acompanha preços ao produtor, ao consumidor e na construção civil e é utilizado como referência em análises econômicas e reajustes contratuais.
A aceleração registrada em setembro mostra aumento das pressões sobre preços em diferentes etapas da economia, especialmente no agronegócio, energia e alimentação.
Fonte: FGV IBRE.
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