Flávio Bolsonaro pede pressão internacional sobre eleições brasileiras em evento nos EUA

Flávio Bolsonaro discursa em evento conservador realizado no Texas, nos Estados Unidos,
neste sábado (28).. — Foto: Callaghan O’Hare/Reuters
Senador discursou em encontro conservador no Texas, criticou governo brasileiro e sugeriu cooperação com os Estados Unidos em minerais estratégicos
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, durante participação em um evento conservador no estado do Texas, nos Estados Unidos, que é necessária pressão diplomática internacional para que as eleições de 2026 no Brasil ocorram com “valores de origem americana”. A declaração foi dirigida ao público norte-americano presente no encontro.

Durante o discurso, o parlamentar solicitou que os Estados Unidos e o que chamou de “mundo livre” acompanhem o processo eleitoral brasileiro, com atenção à liberdade de expressão nas redes sociais e à atuação das instituições. Segundo ele, essa pressão seria necessária para garantir eleições “livres e justas”.
O senador também criticou a administração do ex-presidente Joe Biden, acusando-a de interferir nas eleições brasileiras de 2022. Ele mencionou um suposto financiamento por meio da agência humanitária norte-americana UNAID, alegação para a qual não apresentou comprovação, e afirmou que teria havido apoio indireto ao retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao poder.
Ao longo da fala, Flávio Bolsonaro estabeleceu comparações entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump. Segundo ele, seu pai seria vítima de perseguição política, classificando processos judiciais como “lawfare”. O senador também afirmou que Jair Bolsonaro enfrentou o que chamou de “tirania da Covid”, sem detalhar a declaração. Desde o início da pandemia, o Brasil registrou mais de 700 mil mortes pela doença.
O parlamentar destacou ainda a relação entre Jair Bolsonaro e Donald Trump, afirmando que o ex-presidente brasileiro foi um dos aliados internacionais mais próximos do republicano.
Em outro momento, Flávio Bolsonaro criticou a revogação do visto de Darren Beattie, ex-assessor de Trump para temas relacionados ao Brasil, que pretendia visitar o país para participar de um evento. O senador afirmou que a medida teria ocorrido após Beattie manifestar interesse em visitar Jair Bolsonaro, o que, segundo ele, não constava na programação oficial apresentada ao governo brasileiro.
O discurso também incluiu menção à relevância estratégica do Brasil no cenário internacional, destacando o território, a população, o peso econômico e as reservas de minerais críticos, como terras raras, considerados essenciais para a indústria tecnológica e militar. O senador sugeriu a possibilidade de acordos entre Brasil e Estados Unidos nessa área.
Por fim, Flávio Bolsonaro afirmou que o governo Lula teria atuado para evitar a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.
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