Canaã dos Carajás – PA – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (16) que poderá impor tarifas comerciais aos países que não apoiarem seu plano de adquirir a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca. A declaração foi feita durante um evento de saúde na Casa Branca.
“Posso impor uma tarifa aos países que não concordarem com a Groenlândia, porque precisamos da Groenlândia para a segurança nacional”, declarou o republicano, sem especificar os valores das taxas ou como seriam aplicadas.
Trump justifica a anexação do território ártico como estratégica para a construção do “Domo de Ouro”, um escudo antimísseis que pretende desenvolver para proteger os Estados Unidos.
Disputa geopolítica no Ártico
O presidente americano tem reiterado a intenção de incorporar a Groenlândia desde que tomou posse para seu segundo mandato, há um ano. Segundo Trump, a ilha é “vital” para a segurança nacional norte-americana.
“Os Estados Unidos precisam da Groenlândia para fins de segurança nacional. Ela é vital para o Domo de Ouro que estamos construindo“, escreveu Trump recentemente em sua rede social Truth Social. “Se não o fizermos, a Rússia ou a China o farão, e isso não vai acontecer!”, completou.
Situada entre os EUA e a Rússia, a Groenlândia é considerada uma área de grande importância estratégica, especialmente para a segurança no Ártico. Os Estados Unidos já mantêm uma base militar na ilha, mas reduziram significativamente sua presença nos últimos anos.
Reação europeia
A Dinamarca, que atualmente tem a custódia da Groenlândia, solicitou ao governo alemão uma avaliação sobre possíveis contribuições militares para reforçar a segurança na região, de acordo com informações do governo alemão.
Em resposta ao movimento europeu, a porta-voz do governo dos EUA, Karoline Leavitt, minimizou o envio de tropas europeias à região. “Não acho que tropas europeias influenciem o processo de decisão do presidente, nem o objetivo de adquirir a Groenlândia“, afirmou.
Trump reforçou sua posição de forma contundente: “Se não tomarmos a Groenlândia, a Rússia ou a China o farão, e não vou deixar isso acontecer. Eu gostaria de fazer um acordo com eles, é mais fácil. Mas a teremos de um jeito ou de outro”.
Com informações da agência Reuters












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