Eixos do plano de governo tratam de segurança jurídica no campo, acesso a crédito, ecoturismo, eventos e criação de circuitos regionais
Os dois últimos eixos do plano de governo de Eugenio Gadelha apresentam propostas voltadas a dois desafios estratégicos do Sul e Sudeste do Pará: a regularização das propriedades rurais e a diversificação da economia por meio do turismo. As medidas defendidas associam segurança jurídica, fortalecimento da produção, preservação ambiental e integração entre os municípios da região.
Segurança no campo para desenvolver vocação rural
A regularização das propriedades rurais parte do diagnóstico de que a indefinição fundiária ainda limita o acesso de produtores ao crédito, dificulta investimentos e mantém conflitos no campo. De acordo com o plano, a região possui mais de 500 assentamentos e um conjunto de propriedades que precisam avançar nos processos de titulação.
A proposta é fortalecer a articulação entre o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o Instituto de Terras do Pará (Iterpa), prefeituras e entidades representativas dos produtores. Eugênio também defende a simplificação de procedimentos, a criação de programas de titulação em escala e a oferta de orientação técnica e jurídica para agricultores familiares e comunidades tradicionais.
A regularização fundiária pode permitir que o produtor reconhecido como proprietário tenha acesso a programas de crédito rural e outras políticas públicas, desde que cumpra os requisitos legais. O próprio Iterpa aponta a titulação como instrumento de reconhecimento da propriedade e de acesso a financiamentos subsidiados.
O eixo também prevê medidas de combate à grilagem e de proteção aos legítimos ocupantes. Na avaliação apresentada no plano, a segurança jurídica deve ser tratada como condição para ampliar a produção, reduzir disputas e estimular investimentos responsáveis no campo.
Turismo regional para atrair negócios
No eixo do fomento ao turismo, Eugenio propõe organizar o turismo como atividade econômica complementar à mineração, à agropecuária e ao comércio. A proposta inclui a criação de células municipais de desenvolvimento turístico, responsáveis por mapear atrativos, estruturar roteiros e apresentar projetos para captação de investimentos.
O plano prevê a integração de municípios por meio de circuitos temáticos, como a Rota das Águas, a Rota do Agronegócio e a Rota da Mineração Sustentável. A ideia é conectar rios, cachoeiras, trilhas, eventos agropecuários, atividades culturais e experiências de turismo de negócios em uma agenda regional.
O ecoturismo e o turismo de aventura também aparecem entre as prioridades, com propostas de estruturação de trilhas, criação de parques ecológicos, capacitação de guias locais e incentivo a pousadas ecológicas e ao turismo de base comunitária. O plano condiciona esse desenvolvimento à preservação ambiental e à participação das comunidades.
Outra frente é o turismo de eventos, com apoio à realização de feiras agropecuárias, congressos técnicos, festivais culturais e encontros empresariais. A Secretaria de Estado de Turismo reconhece negócios, eventos, cultura, ecoturismo, pesca esportiva e turismo rural como segmentos estratégicos para o desenvolvimento do Pará.
Agenda de desenvolvimento regional
As duas propostas estão ligadas por uma mesma lógica: criar condições para que a região produza, atraia investimentos e gere renda com mais segurança e planejamento. No campo, isso passa pelo título e pela proteção jurídica; no turismo, pela organização dos municípios, pela infraestrutura e pela valorização dos atrativos locais.
“A regularização fundiária dá segurança para quem trabalha e produz e permite acesso a capital para alavancar a produção. Enquanto, o turismo abre novas oportunidades para os municípios. São duas frentes diferentes, mas que fazem parte do mesmo projeto de desenvolvimento para o Sul e Sudeste do Pará”, afirma Eugenio.
As propostas também se complementam aos investimentos anunciados pelo candidato emedebista na área logística. “Com a pavimentação e estadualização de estradas, vamos ajudar o turismo e o homem do campo. Estamos na Amazônia e temos potencial. Só precisamos nos unir e levar a bandeira do Sul e Sudeste do Pará”, finalizou, Eugenio.
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