Charles Darwin tinha razão? Duas décadas depois, o reencontro com Layse Santos parece desafiar o tempo

Há reencontros que nos fazem recordar o passado e perceber como o tempo pode ser surpreendente. Nesta terça-feira (4), durante o Workshop de Comunicação promovido pelo Simineral, em Canaã dos Carajás, tive a satisfação de reencontrar a jornalista Layse Santos, um dos rostos mais conhecidos e admirados do jornalismo paraense.
Ao vê-la novamente, fui levado a recordar nosso primeiro encontro, ocorrido em 2008, no município de Tucumã, quando Layse conduzia, com a competência que lhe é peculiar, o cerimonial de um grande evento da Vale. Na ocasião, o então presidente da mineradora, Roger Agnelli, participava de uma de suas últimas agendas na região antes do trágico acidente aéreo que, anos depois, tiraria sua vida em São Paulo.
Passados quase vinte anos, o reencontro em Canaã dos Carajás trouxe uma constatação curiosa. Em tom de brincadeira, pensei imediatamente em Charles Darwin e em sua famosa Teoria da Evolução das Espécies. Evidentemente, Darwin não escreveu sobre beleza, mas a metáfora parece irresistível: o tempo, que costuma deixar suas marcas, parece ter sido especialmente generoso com Layse Santos. Ela continua irradiando simpatia, elegância, profissionalismo e uma beleza que impressiona, como se os anos apenas tivessem realçado suas melhores qualidades.
No Workshop de Comunicação do Simineral, Layse voltou a demonstrar por que é considerada, por muitos profissionais da comunicação, a melhor cerimonialista do Estado do Pará. Com domínio absoluto do púlpito, voz firme, segurança, elegância e atenção aos mínimos detalhes, conduziu o evento de forma impecável, confirmando a excelência que construiu ao longo de sua carreira.
Além do talento como mestre de cerimônias, Layse Santos possui uma trajetória consolidada no jornalismo paraense. Nascida no Maranhão e formada pela Universidade Federal do Pará (UFPA), construiu sua carreira na TV Liberal, onde atua há mais de duas décadas. Iniciou como repórter, apresentou o Bom Dia Pará, foi editora-chefe e apresentadora do Jornal Liberal – 1ª Edição (JL1), realizou reportagens especiais para a Rede Globo, participou de séries de grande repercussão, como Carreiras e Profissões e Norte Integrado, e atualmente exerce a função de CEO da Agência Eko.
Durante nosso reencontro, tive a alegria de presentear Layse Santos com um exemplar do meu livro autobiográfico, no qual narro minha trajetória de mais de quatro décadas dedicadas ao jornalismo e à comunicação na região de Carajás. Foi um momento de grande satisfação, marcado pela cordialidade, pela amizade e pelo respeito entre dois profissionais apaixonados pela comunicação.
Ao comparar as duas fotografias — a primeira registrada em 2008, em Tucumã, e a segunda, feita agora, em 2026, em Canaã dos Carajás — fica evidente que algumas pessoas parecem realmente desafiar a passagem do tempo. Se Darwin pudesse testemunhar esse reencontro, talvez sorrisse diante da brincadeira e reconhecesse que, pelo menos no caso de Layse Santos, o tempo foi um aliado generoso.
Vida longa, muita saúde e ainda mais sucesso à jornalista Layse Santos, um dos maiores talentos e um dos mais belos rostos do jornalismo paraense.
Carlos Magno
Jornalista – DRT/PA 2627
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