Concessionária conscientiza moradores sobre uso correto da rede de esgoto após registrar quase 900 obstruções em cinco meses
Foto/ Reprodução - trabalhadores da Água do ParáDescarte inadequado de gordura, óleo e resíduos sólidos está entre as principais causas dos entupimentos, segundo concessionária.
Entre janeiro e maio deste ano, foram registradas 898 ocorrências de obstrução na rede de esgotamento sanitário de Parauapebas e Canaã dos Carajás. Os dados são da Águas do Pará, responsável pelos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário nos dois municípios desde janeiro. Do total de registros, 474 ocorreram em Parauapebas e 424 em Canaã dos Carajás.
Durante os serviços de manutenção, as equipes identificaram que grande parte dos entupimentos foi causada pelo descarte inadequado de resíduos nas tubulações. Entre os materiais retirados da rede estão restos de alimentos, plásticos, panos, pedaços de roupas e até pedras, que impedem o fluxo normal do esgoto e comprometem o funcionamento do sistema.
De acordo com a concessionária, o despejo de óleo de cozinha, gordura e resíduos sólidos em pias, ralos e vasos sanitários está entre os principais fatores que provocam obstruções. Com o tempo, esses materiais se acumulam nas paredes das tubulações, reduzindo a capacidade de escoamento e aumentando o risco de extravasamentos, além de provocar mau cheiro nas vias e impactos ambientais.
Segundo o gerente executivo de Operações da Águas do Pará, Vilmar Pereira, o uso correto da rede é fundamental para evitar transtornos à população.
“A rede funciona muito melhor quando cada pessoa usa o sistema do jeito certo. Quando evitamos jogar gordura e sobras de alimentos na pia ou papel e outros resíduos no vaso sanitário, diminuímos bastante a chance de entupimentos e ajudamos a manter a cidade limpa. Pequenas atitudes dentro de casa fazem uma diferença enorme para todo o bairro”, orienta o gerente executivo de Operações da Águas do Pará, Vilmar Pereira.
Outro ponto de atenção é a instalação e manutenção da caixa de gordura nos imóveis. O equipamento é responsável por reter a gordura proveniente da cozinha antes que ela alcance a rede coletora. Quando inexistente ou sem manutenção adequada, a gordura segue diretamente para as tubulações, aumentando as chances de entupimentos e sobrecarga do sistema.
Para ajudar a prevenir ocorrências, a concessionária orienta que os moradores realizem a limpeza periódica da caixa de gordura, armazenem o óleo de cozinha usado para reciclagem e descartem restos de alimentos e outros resíduos sólidos no lixo comum. Materiais como absorventes, fraldas, cotonetes, fio dental e embalagens plásticas também não devem ser lançados no vaso sanitário.
A rede coletora foi projetada para receber exclusivamente esgoto doméstico. O uso inadequado compromete a operação do sistema, eleva a necessidade de manutenções corretivas e pode causar transtornos à população.
A concessionária reforça que a colaboração dos moradores é essencial para reduzir extravasamentos, preservar o meio ambiente e garantir o funcionamento adequado da rede de esgotamento sanitário nos dois municípios.
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