segunda-feira, 13 de abril de 2026
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Caco Barcellos no Front do Conflito: o olhar brasileiro no coração da guerra entre Irã e EUA

Por Redator | 13 de abril de 2026 | 4 min de leitura | 11 views
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Caco Barcellos no Front do Conflito:

A reportagem exibida no Fantástico deste domingo (12) entrou para a história recente do jornalismo brasileiro. Produzida por Caco Barcellos, a matéria foi uma das mais longas e impactantes da atração, colocando o telespectador brasileiro diante da realidade brutal da guerra entre Irã e Estados Unidos, com a participação direta de Israel nos ataques.

Em um feito raro no cenário internacional, a equipe liderada por Caco Barcellos conseguiu autorização do regime dos aiatolás para entrar em território iraniano — um privilégio concedido a pouquíssimos veículos estrangeiros. Apenas três equipes tiveram acesso: a da TV Globo, uma da Rússia e outra da Grã-Bretanha.

O resultado foi um verdadeiro furo jornalístico internacional. Direto do front, Caco mostrou os efeitos devastadores dos bombardeios, a tensão constante da população civil e os bastidores de um conflito que redesenha a geopolítica global. Mesmo aos 76 anos, e ainda em recuperação de uma cirurgia na perna — o que o obriga a usar bengala — o jornalista demonstrou vigor, coragem e compromisso com a informação.

Mais do que uma reportagem, foi uma aula de jornalismo de guerra.

A trajetória de um gigante do jornalismo

Caco Barcellos, nascido em Porto Alegre em 1950, construiu uma das carreiras mais sólidas e respeitadas do jornalismo brasileiro. Vindo de origem humilde, iniciou sua trajetória ainda jovem, trabalhando como taxista antes de ingressar na imprensa.

Começou na Folha da Manhã e ganhou destaque na imprensa alternativa dos anos 1970, sendo um dos fundadores da revista Versus. Atuou em veículos como IstoÉ e Veja, e também como correspondente internacional em Nova York.

Na televisão, consolidou seu nome na TV Globo, com passagens marcantes pelo Globo Repórter, Jornal Nacional e, principalmente, pelo inovador Profissão Repórter, programa que ajudou a criar e que se tornou referência na formação de novos jornalistas.

Como escritor, alcançou reconhecimento nacional ao vencer o Prêmio Jabuti com obras como Rota 66 e Abusado, livros que escancaram a violência e as desigualdades sociais no Brasil.

Caco é, acima de tudo, um repórter de campo — daqueles que não abrem mão de estar onde a história acontece.

Caco Barcellos no Front do Conflito:

Um encontro marcante no Campo de Marte

Tive o privilégio de conhecer pessoalmente Caco Barcellos durante a cobertura da visita do Papa Bento XVI ao Brasil, em maio de 2007, em São Paulo.

Nos encontramos no Campo de Marte, após a chegada do pontífice ao aeroporto de Cumbica e seu deslocamento em helicóptero da Presidência da República — gentilmente cedido pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, o Papa recebeu as chaves da cidade das mãos do então prefeito Gilberto Kassab.

Enquanto aguardávamos, tive a oportunidade de conversar com Caco por cerca de 20 minutos. Foi um diálogo marcante. Ele falou sobre os desafios das grandes reportagens, a busca por pautas relevantes e a importância do Profissão Repórter como espaço de renovação do jornalismo brasileiro.

Quando mencionei que era de Canaã dos Carajás, no interior do Pará, recebi um elogio que guardo até hoje. Caco destacou a importância de jornalistas da Amazônia estarem presentes em eventos globais e revelou sua admiração pela região — seus biomas, sua complexidade e sua importância para o planeta.

Ao final, registramos o momento em uma fotografia que guardo com orgulho: o encontro com uma verdadeira lenda viva do jornalismo.

Um ícone que atravessa gerações

A recente cobertura no Irã apenas reforça o que o Brasil já sabe há décadas: Caco Barcellos é um dos maiores nomes do jornalismo mundial.

Com coragem, sensibilidade e compromisso com a verdade, ele continua a provar que a essência do jornalismo está no olhar humano, na presença em campo e na disposição de contar histórias que o mundo precisa ouvir.

Vida longa, saúde e muitas reportagens históricas a esse gigante da imprensa brasileira.

Carlos Magno
Jornalista – DRT/PA 2627

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