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Internacional

Starlink direto no celular pode chegar ao Brasil com custo inicial zero

Por AnaReis Notícias | anareisnoticias.com.br | 11 de abril de 2026 | 3 min de leitura | 72 views
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AnaReis Notícias, Rádio Poderosa FM 95.9 e RedeTV Karajás entrevistam a presidente do CREA-PA na segunda-feira (02) Erick Teixeira/Canaltech

Modelo adotado em outros países indica estratégia de gratuidade temporária para popularizar tecnologia

A possibilidade de utilizar internet via satélite diretamente no celular, sem necessidade de antenas externas, já começa a se tornar realidade em alguns países e pode chegar ao Brasil inicialmente sem custo adicional para os usuários. A tecnologia, desenvolvida pela Starlink, permite que smartphones comuns se conectem diretamente a satélites, funcionando como uma extensão da cobertura das operadoras móveis.

Conhecida como Direct-to-Cell, a tecnologia transforma satélites em “torres de celular no espaço”. Na prática, o sistema atua como uma camada complementar de sinal, sendo ativado em locais onde não há cobertura das redes tradicionais. Inicialmente, o foco está em serviços básicos, como envio de mensagens e compartilhamento de localização, com previsão de evolução para dados móveis e chamadas de voz.

Modelo internacional indica gratuidade inicial

Em países onde a tecnologia já está em fase de testes ou implementação, como Estados Unidos e Chile, a estratégia adotada pelas operadoras tem sido oferecer o recurso como benefício incluído em planos existentes, sem cobrança adicional.

No Chile, por exemplo, a operadora Entel já ativou o serviço em caráter inicial, permitindo o uso de aplicativos como WhatsApp e Google Maps via satélite em regiões sem cobertura convencional. A iniciativa segue o mesmo padrão observado em outros mercados, como Japão, Canadá, Austrália e Reino Unido.

Nesses locais, o serviço ainda é limitado e tratado como complementar, não substituindo a internet móvel tradicional.

Estratégia visa adoção e testes de uso

A tendência de oferecer o serviço gratuitamente no início está baseada em três fatores principais: incentivar a adoção da tecnologia, permitir que operadoras avaliem o comportamento dos usuários e testar modelos de monetização viáveis.

O objetivo inicial não é a geração de receita direta, mas a criação de valor percebido e familiaridade com a tecnologia. No futuro, a conectividade via satélite poderá ser incorporada como diferencial em planos premium, serviço adicional pago ou cobrança por uso em áreas remotas.

Situação no Brasil ainda depende de aprovação

No Brasil, a implementação comercial da tecnologia ainda não tem data definida. Embora já existam indícios de testes, a operação depende de aprovação regulatória e de acordos entre a Starlink e operadoras locais.

A expectativa é que o país siga o padrão internacional, com lançamento inicial de funcionalidades básicas e possível gratuidade na fase inicial.

Expansão gradual deve ampliar cobertura

Com o avanço dos satélites de segunda geração, a previsão é de ampliação dos serviços disponíveis, incluindo dados móveis, chamadas de voz e até transmissão de vídeo diretamente pelo celular.

A tecnologia tem potencial para expandir a cobertura em áreas rurais, rodovias e regiões isoladas, onde o acesso à internet ainda é limitado.

Até o momento, o principal desafio para a chegada do serviço ao Brasil não é o custo, mas a liberação oficial para que a tecnologia entre em operação no país.

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Redatora, colunista e repórter

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