EUA identificam possível plano do Irã para instalar minas no Estreito de Ormuz e Trump faz nova ameaça militar

A inteligência dos Estados Unidos identificou sinais de que o Irã estaria planejando instalar minas navais no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio global de petróleo. A informação foi divulgada nesta terça-feira (10) pela emissora americana CBS News, com base em relatos de autoridades do setor de inteligência norte-americano.

De acordo com o relatório, embarcações pequenas estariam sendo utilizadas pelo governo iraniano para posicionar os explosivos na região. A estimativa é de que o país possua um estoque de até 6 mil minas navais.
A CNN Internacional também informou que a instalação desses dispositivos pode já ter começado. As minas navais são artefatos explosivos colocados no fundo ou na superfície do mar, capazes de detonar ao entrarem em contato com embarcações, sendo frequentemente utilizadas em estratégias de bloqueio naval.
Caso confirmada, a presença desses explosivos no Estreito de Ormuz representaria um risco imediato para navios que trafegam pela região.
Região concentra cerca de 20% do petróleo transportado no planeta
O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos mais sensíveis da geopolítica energética global. A passagem marítima conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico, sendo responsável pelo transporte de aproximadamente 20% do petróleo comercializado no mundo.
A área fica entre o território iraniano e países da Península Arábica, o que aumenta ainda mais sua relevância estratégica.
Autoridades iranianas afirmam que a rota estaria fechada desde a semana passada, ampliando as tensões na região e gerando preocupação nos mercados internacionais.
Trump ameaça reação militar “sem precedentes”
Após a divulgação das informações pela imprensa americana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã deve desistir imediatamente da instalação das minas ou remover qualquer dispositivo que já tenha sido colocado na rota marítima.
Em declaração pública, o líder americano afirmou que uma eventual permanência dos explosivos na região poderá resultar em uma resposta militar severa.
“Se, por qualquer motivo, minas foram colocadas e não forem removidas imediatamente, as consequências militares para o Irã serão de uma magnitude sem precedentes”, declarou.
Trump acrescentou que as forças militares dos Estados Unidos estão monitorando permanentemente a região e que qualquer embarcação utilizada para minar o estreito poderá ser destruída.
EUA afirmam ter destruído embarcações iranianas
Horas após as primeiras declarações, Trump publicou uma nova mensagem informando que forças americanas destruíram dez barcos que estariam sendo utilizados para lançar minas na região.
Segundo o presidente, as embarcações estavam inativas no momento da operação.
Até o momento, autoridades iranianas não confirmaram oficialmente as informações sobre a destruição das embarcações.
Tensões elevam preço do petróleo no mercado internacional
As declarações e movimentações militares ocorrem em meio à escalada de tensões no Golfo Pérsico e já provocam impacto no mercado global de energia.
Na segunda-feira (9), o barril de petróleo se aproximou da marca de US$ 120, refletindo a preocupação dos investidores com possíveis interrupções no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
A alta no preço da commodity pode gerar efeitos diretos na economia internacional e também na economia americana, além de influenciar o cenário político interno dos Estados Unidos às vésperas das eleições presidenciais previstas para novembro.
Ameaças anteriores aumentam tensão entre EUA e Irã
Um dia antes das novas declarações, Trump já havia advertido o Irã sobre possíveis tentativas de bloquear o fluxo de petróleo pela região.
Na ocasião, o presidente afirmou que qualquer ação iraniana nesse sentido poderia resultar em ataques militares “vinte vezes mais fortes”.
Durante entrevista, Trump também mencionou a possibilidade de os Estados Unidos assumirem o controle da região para garantir a livre circulação marítima.
“Se fizerem qualquer coisa errada, será o fim do Irã e vocês nunca mais ouvirão esse nome novamente”, declarou.
Fonte:
G1 / CBS News / CNN Internacional.
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