Mães de alunos da rede municipal de ensino de Parauapebas denunciaram, por meio de vídeos divulgados nas redes sociais, os impactos negativos causados por mudanças recentes nas regras do transporte escolar urbano. As imagens mostram crianças caminhando longas distâncias, inclusive no período noturno, enfrentando escuridão, sol intenso e insegurança, após a limitação do atendimento apenas a estudantes que moram a partir de dois quilômetros da escola.
A situação, que se arrasta há dias, tem provocado revolta e apreensão entre pais e responsáveis, que temem prejuízos à frequência escolar e até o abandono das aulas a partir de 2026, caso o problema não seja solucionado.
Crianças expostas a riscos no trajeto até a escola
Relatos apontam insegurança e desgaste físico
De acordo com os relatos das mães, crianças do bairro Nova Vida 2 passaram a ir a pé até a unidade escolar após a mudança nos critérios. Os registros incluem imagens feitas à noite, nas quais estudantes caminham por ruas com pouca iluminação, relatando medo de assaltos e violência. Durante o dia, o percurso é feito sob sol forte, o que agrava o desgaste físico, especialmente entre alunos mais novos.
As famílias afirmam que a medida afetou principalmente crianças pequenas, estudantes com transtorno do espectro autista (TEA) e alunos do turno noturno, que dependiam do transporte para garantir o acesso seguro à escola.
Expectativa frustrada após anúncio de nova frota
Promessa de melhoria não se concretizou, dizem mães
No início do mandato, em 2025, o prefeito Aurélio Goiano anunciou a entrega de uma nova frota de ônibus escolares, o que gerou expectativa de ampliação e melhoria do serviço. No entanto, segundo as mães, a recente reorganização acabou agravando as dificuldades enfrentadas por alunos e responsáveis.
Em vídeos, elas cobram providências da Secretaria Municipal de Educação e do chefe do Executivo municipal, pedindo revisão urgente dos critérios adotados.
Prefeitura diz seguir entendimentos da Justiça
Critérios variam conforme etapa de ensino e localização
Em nota oficial, a Prefeitura de Parauapebas informou que o transporte escolar passa por um processo de reorganização e que os critérios adotados seguem entendimentos da Justiça, com base na distância entre a residência do aluno e a escola.
Segundo a gestão municipal, o transporte é destinado a alunos da zona urbana que residem a mais de dois quilômetros da unidade escolar no caso do Ensino Fundamental, e a mais de 1,5 quilômetro na Educação Infantil. Na zona rural, os mesmos parâmetros são aplicados. Para distâncias menores, o deslocamento do estudante até a escola ou até o ponto de embarque fica sob responsabilidade dos pais ou responsáveis.
A prefeitura afirma que a medida tem como objetivo ajustar rotas e otimizar o uso dos recursos públicos, mas não informou se há previsão de revisão das regras diante das reclamações das famílias.
Comunidade cobra diálogo e solução imediata
Famílias temem evasão escolar
Diante do cenário, pais e responsáveis alertam para o risco de evasão escolar, sobretudo entre crianças pequenas e alunos com necessidades especiais. A comunidade escolar cobra diálogo com o poder público e alternativas que garantam segurança e acesso à educação, direito assegurado pela Constituição Federal.
Até o momento, não houve anúncio de mudanças nos critérios, e as famílias seguem mobilizadas, aguardando uma resposta concreta do poder público municipal.
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