sábado, 25 de julho de 2026
URGENTE
● Incêndio de grande proporção destrói empresa em Parauapebas na madrugada ● PDT demonstra força política no Pará, lota o Ginásio da Tuna Luso e oficializa apoio à reeleição de Lula e de Hana Ghassan ● Marinês Batista aceita convite do Dr. Daniel Santos e lança pré-candidatura a deputada federal ● RESULTADO FINAL DEFINITIVO DO PROCESSO SELETIVO 2026 – CANAÃ DOS CARAJÁS ● Rodada de Negócios da EXPOSIBRAM 2026 abre inscrições para fornecedores da mineração ● Incêndio de grande proporção destrói empresa em Parauapebas na madrugada ● PDT demonstra força política no Pará, lota o Ginásio da Tuna Luso e oficializa apoio à reeleição de Lula e de Hana Ghassan ● Marinês Batista aceita convite do Dr. Daniel Santos e lança pré-candidatura a deputada federal ● RESULTADO FINAL DEFINITIVO DO PROCESSO SELETIVO 2026 – CANAÃ DOS CARAJÁS ● Rodada de Negócios da EXPOSIBRAM 2026 abre inscrições para fornecedores da mineração
Banner
Banner
Banner
Cidades
Cidades
Brasil
Brasil
Política
Política
Eventos
Eventos
Policial
Policial
Internacional
Internacional
Notícias
Notícias
Concursos
Concursos
Meio Ambiente
Meio Ambiente
Tecnologia
Tecnologia
Esportes
Esportes
Famosos
Famosos
Mundo
Mundo
Curiosidades
Curiosidades
Entretenimento
Entretenimento
Brasil

Políticas de inclusão digital e os impactos para pessoas com deficiência

Por AnaReis Notícias | anareisnoticias.com.br | 25 de novembro de 2025 | 5 min de leitura | 77 views
Ouvir materia
Clique para ouvir

Dados do Censo Demográfico 2022 indicam que o Brasil possui 14,4 milhões de pessoas com deficiência, o equivalente a 7,3% da população com dois anos ou mais. As limitações mais frequentes envolvem visão e mobilidade. Mesmo com o avanço da internet no país, a inclusão digital ainda não contempla plenamente esse público.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) de 2023, 92,5% dos domicílios brasileiros têm acesso à internet, número que cresce tanto nas áreas urbanas quanto rurais. No entanto, acessibilidade digital não acompanha o ritmo da conectividade, deixando milhões de pessoas com deficiência à margem de serviços essenciais.

O que a lei garante — e onde falha

A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015) estabelece que a acessibilidade digital é obrigatória tanto em plataformas públicas quanto privadas. A legislação também prevê tecnologias assistivas e ambientes digitais adaptados para garantir igualdade de acesso.

Mesmo assim, o dispositivo da lei que define parâmetros técnicos específicos de acessibilidade digital ainda não foi regulamentado, o que limita a fiscalização e dificulta a aplicação de sanções quando sites e sistemas permanecem inacessíveis.

Em 2025, o Ministério Público Federal recomendou que o governo federal concluísse essa regulamentação, apontando que o atraso compromete o direito básico à informação e à cidadania digital de pessoas com deficiência.

Desigualdade regional — o caso da Região Norte

Embora o acesso à internet tenha ampliado em todo o país, as diferenças regionais permanecem significativas. A Região Norte, por exemplo, tem 85,3% da população com 10 anos ou mais usando internet, abaixo da média nacional.

Entre 2019 e 2024, o Norte registrou o maior crescimento percentual no acesso — aumento de 18,2 pontos percentuais — porém ainda enfrenta desafios de infraestrutura, especialmente em áreas rurais e comunidades distantes de centros urbanos. A cobertura de banda larga fixa também é menor, com 84,6% dos domicílios conectados utilizando esse tipo de acesso.

Para pessoas com deficiência que vivem na região, esses obstáculos tornam a inclusão digital ainda mais lenta, pois a qualidade da conexão afeta diretamente o uso de leitores de tela, plataformas de acessibilidade e serviços públicos online.

Acessibilidade digital ainda é exceção

Sites públicos e privados têm baixa conformidade

Relatórios do NIC.br indicam que menos de 3% dos sites brasileiros atendem plenamente aos padrões mínimos de acessibilidade digital. Na prática, isso significa:

– páginas incompatíveis com leitores de tela;
– falta de descrição de imagens;
– ausência de tradução para Libras;
– formulários e menus impossíveis de acessar por teclado;
– contraste inadequado e design visual não adaptado.

Essas barreiras afetam especialmente pessoas cegas, com baixa visão, com deficiência intelectual, autismo, deficiência auditiva e mobilidade reduzida.

Impactos diretos na vida de milhões

Educação, trabalho e serviços públicos

Com a digitalização acelerada de serviços públicos, educação e mercado de trabalho, a falta de acessibilidade limita o acesso de pessoas com deficiência a:

– programas governamentais;
– consultas e laudos médicos;
– inscrições escolares;
– cursos e aulas online;
– oportunidades de emprego remoto;
– participação em processos democráticos.

Sem acessibilidade, a internet — que deveria reduzir desigualdades — acaba ampliando elas.

Autonomia e participação social

Para uma pessoa cega, por exemplo, um botão sem descrição em um aplicativo de saúde pode impedir o agendamento de uma consulta. Para uma pessoa surda, um vídeo institucional sem legenda pode bloquear o acesso a informações públicas. Para quem tem deficiência intelectual, textos longos sem linguagem simplificada dificultam a compreensão e geram exclusão indireta.

A inclusão digital é, portanto, um componente direto de inclusão social, autonomia e garantia de direitos.

O que falta para avançar

Especialistas e órgãos de controle apontam que o Brasil precisa:

– regulamentar urgentemente os padrões técnicos da acessibilidade digital previstos na Lei Brasileira de Inclusão;
– ampliar investimentos em infraestrutura no Norte e Nordeste;
– capacitar servidores públicos e equipes de TI;
– exigir que plataformas públicas e privadas adotem tecnologias assistivas;
– fiscalizar o cumprimento da legislação;
– criar programas de letramento digital acessível.

Sem esses avanços, o país continuará conectando milhões à internet sem garantir que todos possam realmente usá-la.

O Brasil ampliou o acesso à internet e avançou em conectividade, mas ainda está distante de garantir inclusão digital plena para pessoas com deficiência. A falta de acessibilidade em sites e serviços públicos, aliada à ausência de regulamentação técnica e às desigualdades regionais, mantém milhões de brasileiros excluídos — mesmo em um país cada vez mais conectado.

Para que a inclusão seja real, é necessário transformar a legislação existente em prática efetiva. A internet é hoje um direito instrumental: sem ela, grande parte da vida moderna se torna inacessível. E isso não pode ser aceitável em uma sociedade que busca ser inclusiva.

📌 AnaReis Notícias – informação com credibilidade e compromisso com a verdade.

📱 VEM SEGUIR OS CANAIS DO ANA REIS NOTÍCIAS!

Acompanhe outras notícias em anareisnoticias.com.br e siga o @anareisnoticias nas redes sociais para ficar bem informado. Sintonize também a FM Canaã, a melhor rádio da região, em fmcanaa.com.br

AnaReis Notícias, Rádio Poderosa FM 95.9 e RedeTV Karajás entrevistam a presidente do CREA-PA na segunda-feira (02)
Compartilhe:
Escrito por
AnaReis Notícias | anareisnoticias.com.br

Redatora, colunista e repórter

← Anterior
Prefeita Josemira Gadelha anuncia abono natalino aos servidores municipais
Proxima →
CEPs do Bairro Nova Esperança I e II – Canaã dos Carajás

Deixe um comentario

Matérias Relacionadas